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Osteoporose - Dor nas Costas - Hérnia de Disco - Consolidação de Fraturas - Pensando Saúde

O Cigarro e os Ossos

 

O cigarro e sua fumaça tem tido sua culpa cada vez mais demonstrada como sendo causa de diversos problemas de saúde, com maior destaque para diversos tipos de câncer, doenças cardiovasculares e pulmonares. É hoje considerada a principal causa de morte “evitável”, sendo que, nos EUA, mais de 500.000 mortes anuais podem ser atribuídas direta ou indiretamente ao fumo.
 

Os textos sobre os malefícios do cigarro em geral são lidos mais pelos não fumantes, que neles confirmam sua impressão de que estão livres de um grande mal, e por vezes dos fumantes que abandonaram o hábito, que o fazem na expectativa de alguma recompensa pelo sacrifício desta perda.
 

Já os fumantes inveterados pouco se arriscam a ler este tipo de informação, uma vez que se consideram conscientes de tudo e fumam sem maiores preocupações, talvez com a expectativa de que terão tempo para parar caso algo vá errado com sua saúde.
 

Estudos sugerem que, mais efetivo do que alertar os fumantes quanto ao risco de doenças graves decorrentes da inalação frequente da fumaça, estes se assustam com lesões em geral menos conhecidas e aparentemente menos graves, como a cegueira decorrente da degeneração macular ou o envelhecimento precoce da pele, ambos comprovadamente piorados pelo fumo. E um dos sistemas afetados pelo cigarro é o músculo-esquelético, ou seja, ossos, músculos e articulações, o que é pouco divulgado pela mídia especializada.

 

Portanto, aqui estão alguns dados já comprovados relativos às alterações ortopédicas e reumatológicas relacionadas ao fumo:
 

1. Osteoporose: a mulher menopausada perde, em média, cerca de 0,5% de sua massa óssea anualmente, o que faz parte do processo fisiológico de envelhecimento. Já a fumante perde mais de 1% ao ano. O mecanismo desta perda está ligado à interação entre o fumo e o estrógeno, além da liberação de radicais livres, os quais atuam antagonicamente ao hormônio feminino. 

 

Há uma diminuição da função da célula que produz a matriz óssea, chamada de osteoblasto, pela diminuição da concentração de oxigênio no sangue.  Isto explica também a maior dificuldade que existe na consolidação de fraturas em fumantes. O risco aumentado de fraturas está ligado ao número de cigarros fumados ao dia, sendo claramente maior quando se fuma mais de 20 cigarros diariamente.

 

A parada do vício só diminui o risco de fratura no fêmur após dez anos. O risco maior é para pessoas de pele clara e magras, que fizeram e fazem pouca ou nenhuma atividade física. Isto é válido também para homens acima de 60 anos.

 


 

2. Dor nas costas e hérnia de disco: o fumante, de modo geral, costuma ter hábitos de vida nocivos à saúde, como erros na alimentação e sedentarismo. Isto, isoladamente, já seria motivo para o aumento da incidência de dores nas costas, comum em pessoas acima do peso e com musculatura mal condicionada. No caso específico da ocorrência de hérnias de disco, a chance de cura após o tratamento cirúrgico da mesma é menor para quem fumou nos últimos 15 anos ou mais.  Há também maior incidência de hérnias de disco em quem fuma.

 

Estudo envolvendo gêmeos idênticos, onde um fumava e outro não, a incidência de dor nas costas não variou, mas a ressonância magnética da coluna vertebral mostrou discos mais doentes no grupo que fumava, o que predisporia ao aparecimento de hérnias e sintomas.

 

Parece que a causa desta alteração está ligada a uma nutrição menor do disco e dos tecidos ao redor, pela baixa concentração de oxigênio e por fenômenos de micro-oclusão de pequenos vasos sanguíneos, resultado de alterações na coagulação do sangue motivadas pelo fumo. Homens e mulheres acima de 50 anos têm três vezes mais chance de ter dor nas costas quando fumam mais que um maço ao dia. 

 

Por algum motivo, esse risco não ocorre em mulheres fumantes entre 30 e 40 anos, quando comparado às não fumantes.

 


 

3. Cicatrização de feridas: o cigarro diminui o fluxo de sangue na pele, pela vasoconstrição periférica causada diretamente pela ação da nicotina, além também da diminuição da concentração de oxigênio, substituído pelo monóxido de carbono.

 

Há diminuição da síntese de colágeno e consequente dificuldade de cicatrização. Isto vai contribuir também com aumento expressivo nas infecções pós-operatórias, pela falta de cicatrização no tempo correto.
 

4. Consolidação de fraturas: diversos trabalhos envolvendo consolidação óssea nas cirurgias de fusão de ossos da coluna (artrodeses) mostram diferenças entre fumantes e não fumantes, com prejuízo para o primeiro grupo.

 

No entanto, o fato de se parar de fumar antes da ocorrência da cirurgia já melhora seu prognóstico. O momento de parar é controverso; desde um dia até um mês antes da cirurgia. O fato de se parar próximo à cirurgia já melhoraria a concentração de oxigênio no sangue, uma vez que haveria tempo do organismo limpar o excesso de monóxido de carbono decorrente da inalação da fumaça do cigarro.

 

Radicais livres e fatores sanguíneos ligados à coagulação estarão corrigidos em uma semana sem cigarro. Outros estudos já sugerem ao menos 60 dias de abstinência do fumo, quando o objetivo da cirurgia for a formação de osso, o que acontece em fraturas, alongamentos ósseos ou cirurgias de fusão articular.

 


 

5. Doenças reumatológicas: um estudo envolvendo mais de 100.000 pacientes demonstrou que a ocorrência de artrite reumatóide é significativamente mais elevada na mulher que fuma ou que já fumou, principalmente se o volume diário de cigarros foi maior que 15.
 

Em resumo, o cigarro faz mal para diversos aspectos da saúde dos ossos. A dica é que, se o fumante considera impossível a cessação do hábito quando de um tratamento cirúrgico ortopédico, que ao menos pare de fumar alguns dias antes da cirurgia programada e se mantenha distante dos cigarros ao menos até a pele cicatrizar e os ossos mostrarem sinais de consolidação.

 

As mulheres já sabidamente mais propensas à osteoporose, como aquelas de pele clara, magras e com antecedentes familiares da doença, devem ficar atentas a mais este fator de risco que carregam, o fumo.

 

Este também deve ser o cuidado daqueles que já têm na família o histórico de múltiplas ocorrências de problemas na coluna, principalmente hérnias de disco. Mais do que parar de fumar para se evitar a morte precoce, o objetivo de se largar o cigarro envolve melhora na qualidade de vida e no bem-estar do dia a dia.


Texto do Dr. José Luís Zabeu – CRM 63209 – PUC-Campinas.

 

Dr. Abnel Alecrim, Fisioterapeuta, Especialista em Reabilitação Musculoesquelética e Esporte, Campinas, SP, Brasil.

 

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